|
Brunno Braga e Rosayne Macedo
Macaé (RJ) - Em discurso durante a solenidade de abertura da sétima edição da Brasil Offshore , o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Julio Bueno, chamou a atenção para o debate sobre a distribuição dos royalties a serem arrecadados nas atividades petrolíferas da Petrobras sob o regime de cessão onerosa. Segundo ele, esse modelo, que não prevê o repasse dos direitos sobre a exploração e produção de petróleo, tem trazidos prejuízos ao estado. “O Governo do Estado já entrou com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade ) contra esse modelo que prejudica Macaé e o Rio de Janeiro”, disse o secretário.
Segundo Bueno, dos 4 milhões de barris de petróleo que a Petrobras deverá estar extraindo em 2020, conforme prevê seu Plano de Negócios, 19% deverão vir do novo modelo de cessão onerosa, que não tem participação especial. "A perda líquida para os municípios do Rio será muito grande. O modelo de cessão onerosa prejudica o Rio e prejudica Macaé", alertou.
Ao elogiar a retomada das rodadas de licitação, o secretário defendeu ainda uma maior abertura para o setor de petróleo no Brasil para que o país receba investimentos estrangeiros. “Temos que abrir o mercado para termos mais competitividade. O Brasil precisa disso e o setor de petróleo é pródigo neste quesito. Nós conhecemos muito pouco a nossa bacia sedimentar e precisamos de mais tecnologia de ponta para que possamos explorar melhor a nossa bacia”, comentou, ao destacar que o Brasil possui 7 milhões de km2 de bacia sedimentar, mas apenas 150 mil km2 de sísmica 3D.
Ele também lembrou que o gás natural no Brasil é quatro vezes mais caro que nos Estados Unidos, por conta do shale gas, e falou que a política de conteúdo local, que exige mais investimentos da indústria em tecnologia, é outro desafio. "O cenário é altamente positivo, mas desafiador", salientou, ao destacar a existência de um ambiente de negócios favorável ao desenvolvimento do setor no estado.
|