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Rio de Janeiro (RJ) - O subsecretário estadual de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial, Marcelo Vertis, está na Noruega, para participar, a partir desta quarta-feira (dia 19), da Underwater Technology Conference (UTC) 2013, em Bergen. O objetivo é aprofundar o trabalho para estruturação do cluster de subsea do Rio de Janeiro.
O esforço da secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedeis) e entidades parceiras tem incluído a apresentação do projeto em reuniões com públicos diferentes, além de eventos de óleo e gás e encontros com representantes do governo de países detentores de tecnologia subsea como a Noruega, Reino Unido e EUA.
Nos últimos três meses, o subsecretário já teve duas reuniões com diplomatas noruegueses, na sede da secretaria. A mais recente foi com a cônsul-geral da Noruega no Rio, Helle Klem, há duas semanas. Segundo Vertis, o setor de subsea deve investir mais de 50 bilhões de dólares nos próximos cinco anos.
- Aqui em Bergen, teremos diversos compromissos. Vamos visitar empresas subfornecedoras de tecnologia, vamos nos reunir com o Norwegian Center of Expertise (NCE), com a Innovation Norway e a Intsok, que são coordenadores do cluster norueguês de subsea. Também vamos nos encontrar com representantes do governo e vamos acompanhar as rodadas de negócios entre empresas brasileiras e norueguesas, sob coordenação do SEBRAE-RJ e ONIP.
O objetivo final é a atração de investimentos na cadeia de fornecedores subsea do Rio, além de elaborar a modelagem institucional do cluster do Rio, e, para isso, vamos em busca de parcerias de cooperação – revela Vertis.
A Sedeis dispõe de mecanismos de atração de investimentos destinado a negócios dirigidos ao Rio. Entre eles estão a concessão de incentivos fiscais e tributários, a disponibilização de um banco de áreas para novos empreendimentos, a busca de infraestrutura – como, por exemplo, água e gás – e a oferta de financiamentos.
A mais recente reunião com participantes fluminenses do setor foi na Firjan, reunindo cerca de 20 pequenas e médias empresas subfornecedoras. Na ocasião, as necessidades de facilitação no fomento à inovação e de apoio à obtenção de certificação internacional foram algumas das questões apresentadas pelos representantes empresariais, formado por cerca de 80 pessoas. Um levantamento para identificação das demandas dos subfornecedores foi distribuído aos participantes. Das respostas obtidas, 80% eram favoráveis à criação de uma área específica para abrigar o cluster.
A discussão sobre assunto, na Firjan, apontou para a necessidade de se estruturar o cluster no Rio, devido à vocação da cidade. A partir de um estudo da ONIP, que mapeou 80 fornecedores pequenos e médios de subsea em âmbito nacional, a Rio Negócios identificou 35 (43%) localizados na cidade do Rio de Janeiro. Dos 35 fornecedores, 28 são de serviços e oito de produtos. Na cidade, são quase 1,2 mil empregos diretos, altamente qualificados. Há duas concentrações do setor – a de serviços, no Centro, e a de atividade industrial espalhada pela região que se estende de Benfica a Inhaúma, incluindo o Méier.
Na antevéspera da reunião na Firjan, a Sedeis promoveu uma reunião no Cenpes, no Fundão. Na ocasião, participaram cerca de 50 representantes das principais empresas fabricantes de equipamentos e fornecedoras diretas às operadoras.
Em março, a Sedeis participou do encontro de negócios do evento UK Energy in Brazil 2013, uma realização do Consulado Britânico no Rio de Janeiro e da Embaixada Britânica. A reunião teve a participação de representantes de 52 empresas do Reino Unido - das quais, 30 escocesas –, das áreas de construção offshore, maximização de produção e subsea.
Acompanhe na edição digital da Revista Macaé Offshore uma matéria completa sobre o Polo Subsea no Rio de Janeiro.
Da Redação
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