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Matérias / Carreira e Oportunidades
 
Indústria naval vai abrir 21 mil vagas
Levantamento feito pelo indicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore aponta crescimento até 2015
06/05/2013
Rio de Janeiro (RJ) - A área da Indústria naval continua em crescimento no País. De acordo com um levantamento feito pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) até 2015 devem ser abertos mais de 21 mil postos de trabalho na área.
 
Segundo a pesquisa, o Rio de Janeiro é o estado que mais emprega. São aproximadamente 30 mil trabalhadores na indústria naval, o que equivale a quase metade do número total de empregos diretos na área no País. O segundo colocado é o estado do Amazonas com 13 mil empregos, equivalente a cerca de 21%. Seguido do Rio Grande do Sul, com pouco mais de 6 mil empregos, que representam quase 10% do número total de empregos na área no País.
 
De acordo com o estudo, a indústria naval teve um crescimento de 3.163% em 10 anos. Em 2002 havia 1.900 trabalhadores na área no País. Esse número subiu para 62 mil em 2012.
Segundo o coordenador da do curso de Construção Naval da Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo), Carlos Alberto Martins Ferreira, o mercado tem crescido de forma acentuada nos últimos 10 anos, em especial no Estado do Rio, em função do crescimento no setor naval e offshore, e a exploração do pré-sal.
 
Com formações diversificadas, entre elas técnico em construção naval, técnico em segurança do trabalho, técnico em petróleo e gás e engenheiro em petróleo e gás, o profissional tem entre o campo de atuação as áreas de projetos, logística, manutenção e reparo em embarcações de pequeno, médio e grande porte, além de plataformas de petróleo.
 
Carlos Alberto revela que há a necessidade de profissionais qualificados em todas as áreas de atuação, com destaque para a área offshore.
 
“Em plena expansão, o setor demanda por profissionais a cada dia”.
 
Segundo Carlos Alberto quem decidir ingressar na profissão tem de estar preparado para uma rotina de trabalho intensa. “Com o crescimento do setor naval as empresas têm trabalhado de forma intensa nos projetos, construção e distribuição de materiais. Levando até a horários noturnos de trabalho”, explica.
 
Antonio Carlos de Jorge, coordenador do Curso de Construção Naval da Escola Técnica Estadual Henrique Lage - Niterói, reitera a necessidade de mais profissionais, principalmente na função de técnico naval.
 
“A cada dia descobre-se um novo poço de petróleo em nosso mar, a cada dia percebe-se a necessidade de construir novas unidades de refino e tratamento de petróleo, a cada dia descobre-se que para que tudo isso possa funcionar, necessita-se de plataformas e navios de transporte e apoio às operações. E com o “apagão” da indústria naval nos anos 90 onde todos os estaleiros nacionais foram fechados, houve uma evasão natural da mão de obra especializada para outras áreas a título de sobrevivência. E com o renascimento da indústria no início de 2000, a carência de profissionais de todos os níveis, engenheiros, técnicos e artífices ficou evidente”, disse, acrescentando.
 
“Iniciou-se então uma corrida para retorno dos profissionais experientes que já atuavam em outras áreas e a formação de novos profissionais. Mas, como experiência só se adquire com o passar do tempo, esta carência ainda permanece e é fácil de ser constatada pela visível expansão das empresas do ramo na cidade de Niterói, onde elas brigam por área física para poderem atender suas atuais e futuras encomendas. Por este motivo, não é nada leviano afirmar que ainda teremos muito trabalho nos próximos 20 anos nesta função de técnico naval e correlatos”, reforça.
 
Antonio Carlos atenta ainda para o crescente interesse das mulheres pelos cursos técnicos. “Outro ponto que mostra a expansão dessa área e que é importante ser observado é o crescente interesse do sexo feminino pelos cursos técnicos. Na nossa escola, já lecionei para uma turma cuja maioria era composta pelo sexo feminino”, conta.
 
No currículo do curso estão aulas de física, matemática, resistência dos materiais e teoria de navios, aliadas às atividades práticas em estaleiros e tanques de provas. O salário inicial de um profissional da área está entre R$ 2,5 e 4 mil. O profissional tem oportunidades de trabalho na Marinha Mercante, nas indústrias produtoras de maquinário, fábricas de peças, empresas de manutenção, empresas de projetos, empresas exploradoras de petróleo e gás, estaleiros e classificadoras.
 
O diretor da Petrocenter, Samuel Pinheiro, afirma que esta é a área do futuro. Segundo ele, a população, principalmente de classe baixa, ganha oportunidade de entrar para o mercado e aumentar vertiginosamente sua renda salarial.
 
“Este setor promove a inserção social e o desenvolvimento econômico do País. É a oportunidade da população de renda baixa melhorar de vida”, explica.
Segundo ele, para ser bem-sucedido na carreira é preciso ter aptidão para a área técnica/operacional.
 
“É importante para conseguir passar pelas barreiras inicias deste setor, não adianta escolher o setor técnico só pelos salários. A pessoa deve gostar da área, além de ser um eterno pesquisador sobre o assunto”, indica.
 
De acordo com o Sinaval, a área tem como fatores de atração de profissionais: boa remuneração, por causa da demanda por pessoal; oportunidade de avanço na profissão, por meio de promoção a cargos de melhor remuneração e aumento da qualificação; condição e meio ambiente e trabalho em melhoria permanente, em função da  NR 34 (norma regulamentadora) e manutenção do emprego, em função da demanda percebida até 2020 em indústria de ciclo longo de produção.
 
Números do sindicato apontam que nos estaleiros, do número total de trabalhadores, 5% são engenheiros (navais, mecânicos, elétricos, de produção, de segurança); 8% técnicos (projetistas, tecnologia da informação, mestres, caldeireiros, encarregados, administradores, RH, compradores); 70% operários (especializados em corte e solda automática e manual, operadores de máquinas operatrizes, instaladores, construção de sistemas de tubulações, pintor, jatista, carpinteiro, eletricista, refrigeração, limpeza de tanques, grupos de teste; e 17% apoio (administração, manutenção, segurança, cozinha industrial e outros).
 
A formação técnica (em escola técnica) tem duração de dois a quatro anos. Já a formação teórica de pessoal com 2º grau completo é de um ano. A formação profissional no estaleiro tem dois anos de duração, sendo um de treinamento e um ano de formação durante o trabalho sob atenção do encarregado). Já melhoria da qualificação profissional o curso é de três meses a um ano. Segundo o Sinaval o profissional tem a oportunidade de ter um aprendizado permanente em navios cabeças de série; nas mudanças introduzidas nos detalhamentos de projeto de uma série de navios em construção; na introdução de novos equipamentos e práticas de produção.
 
 
Fonte: O Fluminense
 

 

 



comentários


 
Reginaldo

Postado:
7/5/2013 11:42:40
Acho muito estranho este tipo de reportagem estou desempregado a 2 anos e sou formado em téc em petroleo e gás e meu currículo esta espalhado pelo brasil todo e não tenho nem um retorno

 
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