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Matérias / Óleo e Gás
 
Shell Brasil estuda leilões de petróleo no país apesar de ambiente político, diz presidente
decisão de participar ou não das licitações previstas no país ependerá da atratividade das áreas em relação a outras oportunidades do grupo no exterior
09/08/2017

 A anglo-holandesa Shell está realizando estudos técnicos sobre as áreas de petróleo e gás que serão leiloadas no Brasil neste ano, afirmou o presidente da empresa no país, André Araújo, frisando que apesar do volátil ambiente político nacional, a indústria petroleira "continua a todo vapor".

 
A decisão de participar ou não das licitações previstas no país --duas de prospectos do pré-sal, sob regime de partilha, e uma do pós-sal, sob regime de concessão-- dependerá da atratividade das áreas em relação a outras oportunidades do Grupo Shell no exterior, segundo explicou o executivo.
 
Segunda maior produtora de óleo e gás do Brasil e a principal sócia da Petrobras em áreas do pré-sal, A Shell produziu em junho 315,048 mil barris por dia (bpd), alta de 6 por cento ante o mês anterior, segundo os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
 
 
"Estamos olhando todas as áreas (dos leilões). A gente começa com avaliação técnica, mais para a frente começa a avaliação comercial e, em seguida, começa a ranquear o que a gente chama de melhores projetos no Brasil com os outros projetos que o grupo tem de opção de investimento e faz comparação de atratividade", afirmou Araújo a jornalistas.
 
Ao deixar um evento da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena) no Rio de Janeiro, o executivo afirmou ainda que existe bastante movimentação em relação aos leilões.
 
"Acho que quase todas as empresas do setor, de alguma forma estão avaliando participação... A gente está fazendo nosso dever de casa", declarou.
 
Apesar de evitar comentar detalhes sobre a atratividade das rodadas de licitação, Araújo declarou que está "muito satisfeito com o progresso da agenda" da indústria de petróleo e gás no país e que as principais demandas do setor têm recebido atenção da ANP e do governo federal.
 
Medidas recentes, como o fim da obrigatoriedade da Petrobras ser a operadora do pré-sal, a flexibilização do conteúdo local exigidos em projetos, além de diversas reformas regulatórias em curso, têm agradado petroleiras com atividade no Brasil.
 
O executivo, no entanto, ponderou que o país vive um ambiente político volátil, com muito pessimismo, mas destacou que a geologia do país é especial e que não existe uma empresa do setor grande que não queira estar presente.
 
"A indústria de óleo e gás, eu posso falar pela Shell, continua a pleno vapor, mesmo com turbulências no cenário político, a gente continua acreditando", afirmou.
 
Fonte: Reuters
 



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